ABC dos Caninos: Carrapatos em cães II

Carrapatos em cães II



Ciclo de vida do carrapato

Ovos: Podem ser milhares e, em duas semanas, estão prontos para dar origem às larvas.
Larva: Após eclodir do ovo, a larva procura imediatamente por sangue. Uma vez alimentada, volta ao solo e muda para a fase evolutiva seguinte.
Ninfa: Depois de mudar para ninfa, o carrapato procura por mais sangue. Uma vez alimentado, cai no solo e muda novamente, agora para a fase adulta.
Adulto: Já adulto, o carrapato procura por sangue outra vez. Quando estão cheias de sangue, as fêmeas se desprendem do hospedeiro para realizar a oviposição no ambiente.

Doenças de carrapatos:

Babesiose: Causa uma severa anemia que pode danificar o fígado, os rins e o baço, sendo o primeiro sintoma uma febre de mais de 41 º C. A urina fica escura por causa da presença de sangue. Algumas vezes, a doença causa sintomas neurológicos, como ranger de dentes ou comportamento trôpego, e os cachorros morrem em quatro dias. Para tratar a babesiose, usam-se drogas antiprotozoárias. No Brasil, a maior incidência de casos de Babesiose se dá no nordeste, sendo menos comum nos estados do Sul e do Sudeste.

Erliquiose: Produz uma ampla variedade de sintomas, desde sangramento nasal, febre de até 40,5º C até a supressão do sistema imunológico. A opção para tratamento são antibióticos, como tetraciclina. São encontrados casos da doença em todas as regiões do Brasil.

Doença de Lyme: Nos Estados Unidos, é a mais comum entre as doenças transmitidas por carrapato. No Brasil foram encontrados focos em São Paulo, Santa Catarina e no Rio Grande do Norte. O carrapato precisa sugar de 12 a 24 horas para transmitir a doença. Cães com doença de Lyme geralmente mancam, ficam desanimados e têm febre alta. Raramente, também apresentam erupção na pele, em formato de olho de boi, mas o pelo dificulta essa observação. O tratamento é feito com antibióticos.

Febre maculosa: Causa febre alta, rigidez, respiração difícil, vômito, diarreia, edema na pata e no focinho, e, finalmente, sangramento nasal, na urina e nas fezes. Para que se fique infectado, o carrapato precisa sugar no mínimo quatro horas. Antibióticos como doxiciclina revertem os sintomas em um ou dois dias, desde que a doença seja tratada logo no começo. A febre maculosa pode ser uma doença muito grave, levando muitas vezes à hospitalização e registrando sequelas e casos fatais. No Brasil, mais notados estão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco.

Paralisia do carrapato: Acredita-se que seja causada por uma neurotoxina existente na saliva do carrapato que, vagarosamente, paralisa o cachorro em um período de 48 a 72 horas. Se todos os carrapatos forem removidos, a paralisia normalmente desaparece em cerca de um dia.

Removendo o carrapato do corpo do cão de maneira correta:

1) Ao retirar o carrapato manualmente, não use os dedos e sim uma pinça com pontas cegas ou uma pinça hemostática.
2) Coloque luvas médicas descartáveis e mantenha cuidado para não esmagar o carrapato na hora da remoção.
3) Agarre o corpo bem próximo à pele do animal e ás peças bucais do carrapato e puxe-o para fora, em linha reta, suavemente, na direção oposta á extremidade da boca. Isso fará com que as peças bucais se soltem mais facilmente, ao invés de arrancar a cabeça enterrada na musculatura do seu animal.
4) Quase sempre o carrapato sairá com um pedacinho minúsculo de pele. Não se preocupe se a cabeça se soltar e ficar enfiada na pele – isso quase nunca acontece, mas, se acontecer, não deverá causar problemas para a maioria dos animais. Ou o corpo do animal absorverá o material ou o expelirá em alguns dias.

Cuidados posteriores…

- Lavar o local da picada do carrapato com sabão líquido antisséptico à base de clorexidina ou pincelá-lo com um cotonete com um pouco de água oxigenada.
- Aplique uma pomada antibiótica de neomicina e bacitracina.
- Quando se remove o carrapato, é normal ficar uma saliência do tamanho de uma espinha. Deve desaparecer em 1 à 2 dias. Caso isso não aconteça e a saliência ficar do tamanho de uma ervilha, consulte seu veterinário. É provável que ele receite um antibiótico, como tetraciclina, para resolver qualquer infecção.
- Uma picada de qualquer tipo de carrapato pode causar paralisia de carrapato, que geralmente atinge primeiro as patas traseiras. - Se o animal começar, repentinamente, a puxar as patas traseiras ou tiver dificuldades de se movimentar, procure seu veterinário. - A maioria dos casos durará pouco tempo depois que o carrapato for removido.

Como evitar a proliferação do carrapato em seu cão e no ambiente

Cão: - Cheque regularmente a pelagem do seu cão em busca de carrapatos.
- Usar coleiras de proteção carrapaticidas.
- Banhos carrapaticidas. Em casos de infestação, renovar o banho a cada 15 dias.
- Em cães com pelo longo, tosá-los na época do verão, que tem uma maior incidência de carrapatos.
- Checar principalmente as áreas que o cão tem dificuldade em alcançar: Orelhas, patas, costas e cabeça.
- Atualmente, o produto mais indicado é o FRONTLINE® Spray ou ampola.

Ambiente: - Dedetizar o ambiente com produtos carrapaticidas.
- Se necessário, dedetização profissional do ambiente.

Acesse também: Carrapatos em cães I

Fonte: Portal do Dog
Foto: Google Imagens / ABC dos Caninos
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